Dominadora
Rafaela: O Retorno
Meses depois do primeiro encontro, Rafaela e eu nos vimos de novo. Dessa vez eu descobriria que ela tinha um namorado — e que talvez, afinal, ela fosse sim um tipo de profissional.
Rafaela: Sugar Baby de Copacabana
Foi por volta de 2016, talvez 2017. Naquela época as redes sociais de swing ainda tinham alguma inocência, e foi num desses sites que esbarrei no perfil da Rafaela. A foto de capa já dizia tudo: magrinha, bunda desproporcional ao resto do corpo, olhar de quem sabe que você vai clicar. E eu cliquei.
Trocamos mensagens. Primeiro aquela conversa mole de internet, depois a coisa foi ficando mais direta. Ela abriu o jogo rápido: gostava de ganhar presentes. Eu retribuí a sinceridade: curtia ser dominado, a ideia de ser corno, essa zona cinzenta entre submissão e voyeurismo que eu ainda estava aprendendo a nomear. Nenhum dos dois pareceu assustado. Pelo contrário, aquilo selou o combinado mais rápido do que qualquer cantada.