Gótica
Rafaela: O Retorno
Meses depois do primeiro encontro, Rafaela e eu nos vimos de novo. Dessa vez eu descobriria que ela tinha um namorado — e que talvez, afinal, ela fosse sim um tipo de profissional.
Rafaela: Sugar Baby de Copacabana
Foi por volta de 2016, talvez 2017. Naquela época as redes sociais de swing ainda tinham alguma inocência, e foi num desses sites que esbarrei no perfil da Rafaela. A foto de capa já dizia tudo: magrinha, bunda desproporcional ao resto do corpo, olhar de quem sabe que você vai clicar. E eu cliquei.
Trocamos mensagens. Primeiro aquela conversa mole de internet, depois a coisa foi ficando mais direta. Ela abriu o jogo rápido: gostava de ganhar presentes. Eu retribuí a sinceridade: curtia ser dominado, a ideia de ser corno, essa zona cinzenta entre submissão e voyeurismo que eu ainda estava aprendendo a nomear. Nenhum dos dois pareceu assustado. Pelo contrário, aquilo selou o combinado mais rápido do que qualquer cantada.
Nick: A Ruiva Gótica
Nick foi uma ruiva gótica com que namorei, eu acho que namorei, por coisa de 8 meses. A conheci indo para uma festa bdsm, e ela era impossível de não notar: um corpão violão, uma bunda incrível, e sabia que era muito gostosa, que quase todos gostariam de comê-la. Com espartilhos ela ficava ainda melhor, empurrando as gordurinhas para onde elas seriam valorizadas.
Foi a primeira mulher que falou abertamente sobre cuckold, paus grandes e BBC comigo. Trocávamos pornografia de inversão e chegamos até a fazer um perfil no Uol Friends, algo assim, tentando achar alguém. Íamos a festas bdsm e góticas juntos.